Vivendo a Semana Santa

Semana Santa, eis o tempo da misericórdia do Pai, tempo da graça e da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo. Somos convidados a nos doar inteiramente a vivência do mistério de nossa fé, que é morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para nós católicos apostólicos romanos, essa semana é chamada “Santa” pois nos adentra diretamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Neste tempo favorável, após quarenta dias de preparação de convite à conversão, somos inseridos através de Cristo, na glória da salvação; ao morrer na cruz Cristo nos dá à vida. Não podemos resumir a Semana Santa a um simples evento no qual relembramos fatos passados, mas sim o tempo no qual revivemos e fazemos parte de cada momento celebrado, cada passo de Cristo, cada gesto e palavra, em sua entrada triunfal em Jerusalém, na última ceia onde por nós perpetua sua presença na Eucaristia, na agonia do Getsêmani, em sua subida ao calvário e morte de cruz, até sua ressurreição.

O fiel cristão verdadeiramente apaixonado por Jesus Cristo não pode deixar de acompanhar e viver ativamente a Liturgia da Semana Santa.  Que estejamos inteiramente ligados a esse tempo especialíssimo para nós cristãos, enfrentemos a maré do mundo que nos oferece tantos e tantos motivos para que não vivamos tal momento, relembremos as palavras de Jesus a São Pedro: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação! ” (cf. Mc 14, 38).

Acompanhemos Nosso Senhor e sintamos de perto o que por nós Ele passou, procurando sentir o que sentia em seu coração apaixonado, coração esse que estava inundado por uma imensa ternura para com todos nós. Ao pender na cruz o Senhor nos abre as portas da misericórdia, e do seu lado aberto jorram rios de vida e de paz, e nos presenteia com os sacramentos que nos santificam e nos encaminham para à conversão e mudança de vida, e preparação para que um dia possamos contemplá-lo face a face no céu. Sejamos como nossa Mãe Maria Santíssima estejamos de pé ao lado de Cristo na cruz.

Vivamos a última semana de sua vida terrena, com gestos de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e profunda contemplação, para que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente novo para nós.

Ao participarmos da bênção e procissão de ramos, queremos homenagear a Cristo e proclamar publicamente a sua Divina Realeza.

No período vespertino da quinta-feira, inicia-se o Tríduo Sagrado. Com a celebração da Missa da Ceia do Senhor, onde também se realiza o rito de Lava-pés, e recordamos a instituição da Santíssima Eucaristia e do sacerdócio católico, bem como o mandamento do amor com que Cristo nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1).

A Sexta-feira Santa é o grande dia de luto e recolhimento para toda Igreja. Não há Santa Missa, mas celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Nesse dia de silêncio e de extrema gratidão, contemplamos a morte de Jesus na cruz.

Durante o dia do Sábado Santo a oração silenciosa e a profunda contemplação, deve nos preencher e nos preparar para grandiosa Vigília Pascal, que a noite é celebrada.  A Vigília Pascal, é a mãe de todas as vigílias, na qual a Igreja espera a gloriosa Ressurreição de Cristo, o Esposo Ressuscitado. Está celebração é composta da liturgia da Luz, da liturgia da Palavra, da liturgia Batismal e da liturgia Eucarística.

Estejamos inteiramente ligados a este Mistério redentor que nos torna testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo, mistério que expulsa a frieza de nossos corações. A presença de Jesus ressuscitado deve nos abrasar, Ele que escolhe conosco permanecer, e que ao abrir nossos olhos à sua gloriosa ressurreição, extingue a eterna noite em que vivemos e se torna o Sol da Justiça entre nós.

Ó Esposo Ressuscitado! Bendito fruto que pendeu da árvore da Cruz! Em Ti se refaz toda a nossa vida e coração. Assumamos a cruz de Cristo que para nós é sinal de salvação, escada que nos leva ao céu. Amemos o Senhor com todas nossas forças de todo nosso coração, pois, Ele nos ama incondicionalmente e por nós se entregou, morreu e ressuscitou, e nos concedeu a vida eterna.

Seminarista Douglas Fagundes de Souza
 Diocese de Jundiaí

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